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Quanto tempo dura a prisão preventiva?

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Relógio marcando o tempo da prisão preventiva

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Essa é uma das perguntas mais angustiantes que recebo, porque por trás dela há uma família contando os dias. Vou ser direta: a prisão preventiva não tem um prazo fixo em lei. Mas isso não significa que ela possa durar para sempre. Existem limites, existe a obrigação de revisão periódica e existe o que chamamos de excesso de prazo, que pode ser combatido. Neste texto explico quanto tempo a prisão preventiva pode durar e o que fazer quando ela se estende demais.

Sou Natália Emmer, advogada criminalista. A ideia aqui é transformar a angústia da espera em informação sobre o que é possível fazer.

Não há prazo fixo, mas há limites

A lei não define um número exato de dias para a prisão preventiva. Ela dura enquanto persistirem os motivos que a justificaram. Só que essa duração não é livre: a prisão precisa ser necessária o tempo todo, e no momento em que deixa de ser, deve ser revogada. É aí que entra o trabalho da defesa, acompanhando se aqueles motivos ainda existem.

A revisão obrigatória a cada 90 dias

Um ponto que pouca gente conhece: o juiz é obrigado a revisar a necessidade da prisão preventiva a cada 90 dias. Essa revisão serve justamente para evitar que alguém fique preso por inércia, sem que ninguém reavalie se a prisão ainda faz sentido. Quando essa revisão não acontece no prazo, a defesa pode e deve apontar essa falha.

Ponto sobre o prazo O que significa
Prazo fixo em lei Não existe um número exato de dias
Revisão periódica O juiz deve reavaliar a necessidade a cada 90 dias
Duração real Dura enquanto os motivos da prisão persistirem
Excesso de prazo Demora sem justificativa pode ser ilegal
Pilha de processos representando a demora da prisão preventiva

O que é excesso de prazo

Excesso de prazo é quando a prisão preventiva se prolonga além do razoável, sem justificativa, muitas vezes por lentidão do próprio processo. A pessoa não pode pagar com a liberdade pela demora da máquina judicial. Quando isso acontece, existe fundamento para pedir a soltura, e um dos caminhos mais rápidos é o habeas corpus.

Ninguém deve ficar preso indefinidamente esperando um processo andar. A demora sem justificativa tem remédio jurídico.

O que fazer quando a prisão se estende demais

  1. Acompanhar os prazos. Verificar se a revisão dos 90 dias está sendo cumprida.
  2. Reunir os elementos. Tempo de prisão, andamento do processo, ausência de novos fatos.
  3. Pedir a revogação demonstrando que os motivos da prisão não existem mais.
  4. Impetrar habeas corpus em caso de excesso de prazo ou ilegalidade.

Cada um desses passos pede técnica e atenção. Se alguém da sua família está preso preventivamente e o tempo está passando sem resposta, fale comigo para avaliarmos o que pode ser feito.

Prisão preventiva conta como cumprimento de pena?

Sim, e isso é importante saber. O tempo em que a pessoa fica presa preventivamente é descontado da pena, caso haja condenação. É o que se chama de detração. Não é um consolo, mas é um direito que precisa ser conferido no cálculo, para que nem um dia seja perdido.

Livro de leis e lupa para analisar o excesso de prazo

O essencial sobre o prazo da preventiva

A prisão preventiva não tem prazo fixo, mas também não é para durar indefinidamente. Ela precisa ser necessária o tempo todo, deve ser revista a cada 90 dias e, quando se estende sem justificativa, pode ser combatida. A espera é dura, mas ela não precisa ser passiva. Se é o seu caso, converse comigo com sigilo, e vamos ver o que dá para fazer.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a prisão preventiva?

Não há prazo fixo em lei. A prisão preventiva dura enquanto persistirem os motivos que a justificaram, mas deve ser revista periodicamente e não pode se estender de forma indefinida.

A prisão preventiva é revista de tempos em tempos?

Sim. O juiz é obrigado a reavaliar a necessidade da prisão preventiva a cada 90 dias. Quando essa revisão não ocorre no prazo, a defesa pode apontar a falha e pedir providências.

O que é excesso de prazo na prisão preventiva?

É quando a prisão se prolonga além do razoável, sem justificativa, muitas vezes por lentidão do processo. O excesso de prazo pode ser ilegal e combatido, inclusive por habeas corpus.

Como pedir a soltura de quem está preso preventivamente?

A defesa pode pedir a revogação demonstrando que os motivos da prisão não existem mais, ou impetrar habeas corpus em caso de excesso de prazo ou ilegalidade. Cada caminho depende dos detalhes do caso.

O tempo de prisão preventiva conta como pena?

Sim. O período em que a pessoa fica presa preventivamente é descontado da pena em caso de condenação, o que se chama de detração. Esse tempo precisa ser conferido no cálculo da pena.

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Natália Emmer, advogada criminalista em Mogi Guaçu, de braços cruzados
Quem escreve
Natália Emmer
Advogada criminalista · OAB/SP nº 489.184

Atuação em direito penal e execução penal, do inquérito ao cumprimento da pena, em Mogi Guaçu e em todo o Brasil, com atendimento próximo e sigiloso.

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