Quando alguém me pergunta quanto custa um advogado criminalista, quase sempre a pergunta vem carregada de medo. Medo do problema em si e medo de não conseguir arcar com a defesa. Vou ser transparente com você, como sou com quem senta na minha frente: não existe um preço de tabela, e desconfie de quem te der um número fechado antes de entender o seu caso. O que existe são fatores que fazem o valor variar, e é justo que você conheça cada um deles antes de decidir.
Sou Natália Emmer, advogada criminalista. Neste texto explico, sem rodeios, o que pesa nos honorários de uma defesa criminal, como funciona a contratação e por que a escolha mais barata nem sempre é a que mais protege você.
Por que não existe um preço único
Cada caso criminal é um caso. Um flagrante que exige atuação na mesma noite não dá o mesmo trabalho que um processo que corre há meses. Uma defesa em primeira instância é diferente de levar a questão a um tribunal superior. Por isso o Código de Ética da advocacia orienta que os honorários sejam fixados de acordo com a complexidade, o tempo dedicado e a responsabilidade envolvida. Traduzindo: o valor acompanha o tamanho do trabalho, não uma etiqueta pronta.
O que faz o valor variar
Reuni abaixo os principais fatores que influenciam quanto custa uma defesa criminal. Eles ajudam você a entender por que dois casos parecidos podem ter valores diferentes.
| Fator | Como pesa no trabalho |
|---|---|
| Fase do caso | Atuar ainda no inquérito, na ação penal ou já na execução da pena exige esforços diferentes |
| Urgência | Uma prisão em flagrante ou um pedido de liberdade exigem ação imediata, muitas vezes fora do horário comercial |
| Complexidade | Número de provas, testemunhas, réus e a gravidade da acusação aumentam o volume de trabalho |
| Instância | Levar a defesa a tribunais superiores demanda peças e prazos próprios |
| Comarca | Casos em outras cidades podem envolver deslocamento e acompanhamento a distância |
Perceba que nenhum desses fatores cabe em um número dito por telefone, antes de olhar os documentos. Quando você entende o que está sendo contratado, o valor deixa de ser um mistério e passa a fazer sentido.

Como funciona a contratação, na prática
Gosto que o cliente saiba exatamente o que está contratando. Por isso a defesa começa com uma conversa, sigilosa, para eu entender o caso e explicar o que é possível fazer. A partir daí, os honorários e a forma de pagamento são combinados em um contrato claro, por escrito. Nada de surpresa depois. Se em algum momento você não entender uma linha desse contrato, o certo é perguntar antes de assinar.
Transparência não é um detalhe. É a base da confiança entre quem defende e quem está sendo defendido.
Por que o mais barato pode custar mais lá na frente
Entendo a vontade de economizar, principalmente num momento difícil. Mas em direito criminal o que está em jogo é a liberdade de alguém, e isso pede dedicação real. Um prazo perdido, uma tese mal fundamentada ou uma ausência numa audiência podem custar muito mais do que qualquer valor economizado no início. O ponto não é gastar mais, é contratar quem vai realmente cuidar do seu caso, com atenção e presença.
Se você quer entender como eu conduziria a sua situação, converse comigo pelo WhatsApp. A primeira conversa serve exatamente para isso: clareza, antes de qualquer compromisso.
E quem não pode pagar um advogado particular?
Faço questão de dizer: ninguém fica sem defesa por não ter condições. Quem não pode arcar com um advogado particular tem direito à Defensoria Pública ou a um advogado dativo, nomeado pela Justiça, sem custo. O direito de defesa é de todos. Contratar um advogado particular é uma escolha por acompanhamento próximo e dedicado, não uma exigência para ter defesa.
O que fazer antes de contratar
- Reúna os documentos que você tem sobre o caso, mesmo que pareçam pequenos.
- Anote suas dúvidas e leve todas para a primeira conversa.
- Peça clareza sobre o que será feito e sobre os honorários.
- Confie no diálogo. Uma boa defesa começa por uma relação em que você se sente à vontade para perguntar.

O que eu quero que você leve deste texto
Quanto custa um advogado criminalista é uma pergunta legítima, e você merece uma resposta honesta, feita em cima do seu caso e não de uma tabela. O valor justo é aquele que corresponde ao trabalho, à urgência e à responsabilidade de defender a sua liberdade. Se você está passando por uma situação assim, fale comigo e vamos conversar com transparência sobre o seu caso.
Perguntas frequentes
Advogado criminalista tem tabela de preço fixa?
Não. Os honorários variam conforme a complexidade, a urgência e o tempo dedicado ao caso. Existe uma tabela de referência da OAB que serve de parâmetro, mas o valor final é combinado caso a caso, sempre em contrato.
O que mais influencia o valor de uma defesa criminal?
A fase do processo, a urgência, a complexidade do caso, a instância envolvida e a comarca. Cada um desses fatores altera o volume de trabalho e, por isso, o valor dos honorários.
É possível combinar a forma de pagamento dos honorários?
Sim. A forma de pagamento é acordada entre advogado e cliente e registrada no contrato. O importante é que tudo fique claro e por escrito antes de começar.
Quem não pode pagar um advogado fica sem defesa?
Não. Quem não tem condições de contratar um advogado particular tem direito à Defensoria Pública ou a um advogado dativo, sem custo. O direito de defesa é garantido a todos.
Vale a pena contratar um advogado particular?
Contratar um advogado particular é optar por um acompanhamento próximo e dedicado ao seu caso. Em direito criminal, onde está em jogo a liberdade, essa proximidade costuma fazer diferença no cuidado com prazos e teses.

